Conversas Privadas em Neverland... (final)


Inocente

''Em algum ponto do tempo que passei com Michael o assunto de Martin Bashir entrou na conversa. Eu disse a Michael que eu tinha visto o documentário e me senti triste com a mudança de atitude daquele homem. Ele atuava como se estivesse preocupado e o mostravam sentado, somente como se tivesse uma finalidade diferente.

Essas atitudes pareciam planejadas para fazer as pessoas sentir que no fundo ele estava muito preocupado sobre como Michael se comportava com as crianças. Como eu estivesse dividido entre se deveria dizer alguma coisa ou não.

Eu acho que quando o mostravam tão pensativo, lutando com a preocupação, na verdade eu acho que seus pensamentos estavam mais na linha de: "Isso não é um final muito bom. Eu vou fazer muito mais dinheiro e eu vou ser muito mais interessante se adicionar sensacionalismo. Eu mostrar-lhe como estou preocupado que Michael possa ter abusado de crianças com algumas perguntas cuidadosamente construídas e algumas tomadas de mim mesmo, profundamente pensativo.''

Um tipo semelhante de situação estavam me impondo de forma disfarçada como uma obrigação de sensacionalismo sobre esta história que eu tinha escrito, falando sobre o histórico médico de Michael. Na verdade me disseram que se eu não falasse a respeito, estaria sendo hipócrita.

De qualquer forma, quando falei com Michael sobre esse cara, ele me disse: "Ele me traiu. Eu o deixei entrar na minha vida e ele distorceu coisas inocentes como se fossem vergonhosas.''

Eu nunca discuti qualquer parte do julgamento com Michael. Deveria ter sido um caso resolvido antes que se gastassem milhões de dólares do contribuinte.

Depois de iniciar o julgamento Michael simplesmente veio à minha casa, uma vez, para passar a tarde. Nada sobre o julgamento nunca foi discutido. Este sempre tinha sido um porto seguro para ele longe das preocupações e sempre o mantivemos desta maneira.

A última vez que vi Michael foi no dia antes do veredicto. Mais uma vez, não falamos sobre o julgamento. Eu disse adeus depois de uma curta visita e nunca mais o vi, desde então. Há tanta coisa que eu queria lhe dizer. Embora ele soubesse do valor da nossa amizade, talvez por isso, não havia nada a dizer.

Eu vi o veredicto no dia seguinte: Inocente de cada acusação!

Ele saiu da Corte e deixou o país imediatamente. Eu compreendi. Tenho certeza que ele se sentia vulnerável no rancho. Se a polícia viesse e invadisse a sua privacidade com pouca ou nenhuma razão, eu acho que ele só queria escapar.

Michael me perguntou uma vez se eu já havia permanecido de pé no corredor do avião durante a decolagem.

Eu disse: "Não. Eu nunca tive a oportunidade. Sempre me obrigam a colocar o cinto.''

Ele disse: "Você deve fazê-lo em algum momento. É tão divertido. Você simplesmente cai sobre os assentos e você se inclina para a frente. Depois você volta aos assentos e se inclina em um ângulo incrível. É divertido. Eu sempre faço quando eu voo.''

Só para que se saiba. Nem minha família, nem eu nunca acreditamos que Michael tivesse molestado ou tivesse tido um comportamento inadequado com qualquer criança. Nós sabíamos que os nossos [filhos] estavam a salvo ao seu lado e lhes permitimos passar mais tempo com ele quando ele quisessem.

Jamais observei nada que pudesse ter sugerido e nada do que eu conheci deste homem nunca poderia ter permitido lhe atribuir nenhum comportamento deste tipo.

Quando meu filho Mason, de 17 anos, viu no noticiário da televisão que Michael tinha falecido, virou-se e foi para seu quarto sem dizer uma palavra. Trancou-se lá a tarde toda e nunca disse à família o que estava fazendo. Só descobri dias depois, enquanto eu assistia vídeos no You Tube, que Mason tinha escrito uma canção: uma declaração pessoal para Michael, que tinha sido parte de sua vida de uma maneira enorme por quase cinco anos. Na descrição da música ele escreveu o que Michael tinha significado para ele.

[Nota deste blog O video foi removido do YouTube, infelizmente.]

Mason terminava dizendo: "Eu vou te ver no céu, Applehead."

26/06/09   "... Esta é apenas a maneira de expressar meus sentimentos e pensamentos em uma tragédia. Conheci Michael Jackson pessoalmente há vários anos e tem sido uma grande parte da minha infância e uma grande influência sobre mim. Eu sou uma pessoa melhor por conhecê-lo. Nem por um segundo acho que ele abusou de qualquer criança. Ponto. Ele era a pessoa mais sincera e generosa que já conheci e eu sinto por sua família e amigos. Eu espero que essa música possa ajudar de alguma forma a aliviar a morte de Michael. Vejo você no céu applehead. Muito amor, Mason.

Sobre o autor

Eu nasci e cresci em Santa Ynez Valley, na Califórnia, ao norte de Santa Barbara. Eu fui à escola no sul de Illinois, uma escola de Medicina em Guadalajara no México e fiz o meu estágio em Medicina Familiar em La Grange, Illinois. Então eu fui para o Valley onde continuei a praticar medicina. Minha esposa Criss e eu temos quatro filhos: Mason, Bianca, Pauline e Robyn. Eu gostaria de agradecer a todos por sua contribuição para este livro.

by William B. Van Valin em seu livro
Conversas Privadas em Neverland com Michael Jackson.

Complemento da publicação

Entrevista com o Dr. Van Valin no IN SESSION

video

Resumo do vídeo: Jane Velez pergunta ao médico sobre o dia em que conheceu Blanket e Dr. Valin conta praticamente o mesmo que está no livro. Ela insiste para saber se Michael falou sobre a origem de Blanket e ele diz que sim, mas não explicou no livro nem na entrevista, porque ele acredita que é algo privado, que deve ser conhecido primeiramente por Blanket.

Depois ela pergunta por Michael e sua relação com o dinheiro e em particular, sobre o catálogo dos Beatles. Ele conta o mesmo que está no livro. Em seguida, ela pergunta sobre US $ 4 milhões que lhe fereceram por yma sessão de fotos com seus filhos.

Fonte: Fórum MJHideout

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