Rusty Lemorande

Michael em Capitão EO
"Eu acho que as pessoas não entendem como é se relacionar com Michael Jackson. Eu costumava dizer-lhe: 'Você é um pouco como Arnold Schwarzenegger. Você não pode fazer qualquer papel. Ele tem que ser adaptado para você. Ele (Arnold) se tornou uma estrela por causa de O Exterminador do Futuro.''

"Bem'', Michael disse, 'Você venha com algumas ideias."

E eu vim com duas rapidamente. Uma era para regravar um antigo filme antigo chamado 7 Faces do Dr. Lao, que era um filme de Tony Randall de 1964, o qual envolvia uma criança protagonista. A outra ideia era para regravar Angels With Dirty Faces, um filme de James Cagney. Michael era um grande fã de James Cagney.

Michael amou os dois projetos. Parte disso foi pela forma como eu expliquei a ele. Nós tínhamos feito os esboços das criaturas do filme - você realmente tem que transformá-lo na versão de brinquedo.

A versão original de 7 Faces do Dr. Lao
Para Dr. Lao tínhamos as duas miniaturas das criaturas do circo construídas e ele se comprometeu com ambas, o que foi um grande evento na época. Uma foi criada na Warner. E a outra foi criada na Turner - que detinha os direitos de regravação. E tudo estava indo muito bem.

E então o primeiro escândalo o atingiu. Lembro-me tão vividamente como eu me lembro quando eu ouvi que o Presidente Kennedy tinha sido baleado. Eu estava no meu carro me dirigindo para este estúdio onde estávamos construindo estas miniaturas, onde as pessoas estavam vindo para vê-las. Alguém me chamou e disse: 'Você ouviu as notícias? O rancho de Michael Jackson foi invadido.''

A verdade da questão é simplesmente - para Hollywood e para os grandes estúdios - que eles têm obrigações de investimento enormes a seus acionistas. Então eles ficaram muito nervosos. Eles não sabiam que se o público ainda estaria lá para Michael.

De repente, ninguém queria tocá-lo ... Foi muito triste isso nunca ter acontecido, porque era muito importante para Michael estar nos filmes. Ele costumava falar sobre a carreira de Elvis Presley e dizer: 'Se Elvis não tivesse feito todos esses filmes, ele não seria tão lembrado quanto é.''

Lembrando de Michael nas gravações de Capitão EO

''O segredo de trabalhar com Michael Jackson estava em pensar como é que você, literalmente, lidaria com um garoto de dez anos de idade. Francis (Ford Coppola) conseguiu. Em um ponto, ele estava tendo problemas para dirigir Michael. Ele não parecia responder ao tipo de comunicação que os diretores costumam usar.

Então Francis solicitou algumas máscaras: máscaras felizes - como máscaras de palhaço - e máscaras assustadoras. E quando ele queria provocar uma emoção em Michael, ele colocava essas máscaras, e Michael reagia como se fosse uma criança reagindo a uma máscara. E foi eficaz!

Michael, Rusty e Barbra Streisand
Michael adorava sair para comprar brinquedos. Mas o adulto nele queria dirigir seu carro. E ele dirigia como um louco. Eu sempre ficava ''colado'' no meu lugar. Ele adorava máscaras. Ele tinha máscaras em seu porta-luvas, as quais ele colocava enquanto dirigia. Sua explicação era: 'Se eu não usá-las, as pessoas vão ver que sou eu e elas vão me perseguir.''

Então nós entramos em uma loja de brinquedos. Em seguida, foi engraçado, porque a máscara que ele usou dentro da loja era a de uma mulher de harém usando um véu sobre o seu rosto.''

by Rusty Lemorande
* Roteirista, ator, diretor e produtor de cinema norte-americano. Co-escreveu e produziu com Francis Ford Coppola o filme Capitão EO estrelado por Michael Jackson.

Fonte: http://blog.blogtalkradio.com

8 comentários:

  1. Está aí um prova de como Michael por dentro continuava uma criança, ele queria reter isso dentro dele, não só por coisas que deixou de viver na sua infância como também perceber como era o mundo dos adultos, com mentiras e falsidades.
    Uma pena ele não ter conseguido realizar seu sonho de atuar, mas não é por isso que ele vai deixar de ser lembrado!

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    1. Em geral, eu não me iludo com a natureza das pessoas (salvo algumas decepções) mas, em Michael, eu posso ver claramente a pureza de sua alma. É incrível mesmo que muitos não consigam perceber. Somos felizes por ter vivido na mesma época que ele.

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  2. Acho incrível Rosane é ter conhecido Michael desde a época de Thriller, na época curtimos muito seu sucesso, mas não sabia nada de sua vida, o que ele fez, o tanto que doou e ajudou, não sei o quanto era divulgado antes da internet, pelo menos eu não tinha acesso, onde pesquisar, gostava de sua música, mas nunca fui atrás de saber notícias, saber de sua vida. Meu pensamento: nossa olha o quanto eu perdi de Michael, só agora que consolidei minha condição de fã e vim conhecê-lo o ser humano maravilhoso que é!

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    1. Eu me tornei fã de Michael ainda na minha infância, o que se consolidou na minha adolescência, em plena época Thriller, como você. Então tudo o que tínhamos era o material das revistas brasileiras e o que saía na televisão. Escasso.

      Sobre as suas obras humanitárias, eu só tive conhecimento após ter acesso à internet - com exceção da gravação de We Are The World. Eu trocava material de revistas pelo correio com outras fãs! rs.. Bons tempos.

      A mídia é a grande responsável por não termos tido mais informações decentes sobre a sua vida, por manipular as informações.

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  3. É uma pena, mas na minha infância não tive acesso ao som do Jackson Five, as músicas são lindas. Eu cheguei a ter o LP de We Are The World e foi "doado", hoje quando lembro me arrependo da "boa ação", hoje é uma relíquia. Na época que estourou Thriller tínhamos a televisão, com os vídeosclipes, é quando passamos a imitá-lo, sua dança, suas roupas.
    Quando falo "agora" que me tornei sua fã, me refiro após o dia 25/06, ou seja, já são quase quatro anos, mas considero recente, como disse antes, perdi muito tempo não sendo.
    Uma coisa que ficou na minha memória Rosane, é que lembro na época que noticiou o casamento dele com LMP, vi a imagem dos dois na televisão, senti uma sensação estranha, posso dizer que não gostei de vê-los juntos, é disso que me lembro, será que já era ciúmes?
    Uma coisa posso dizer: nos dois momentos em que ele foi acusado, não julguei, para falar a verdade não é que eu não me importasse, mas não lembro das notícias na televisão e no segundo caso tive mais consciência do que estava acontecendo, mas não o condenei, simplesmente via como telespectadora. Vou confessar uma coisa: por coincidência eu estava passando por problemas pessoais nesses dois períodos.
    Ufa, falei muito!

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    1. * Eu me lembro como hoje quando We Are The World estourou nas paradas, Nadia.. Mas as minhas amigas mais próximas eram fãs do ''Menudo''..rs.

      * O 25/06 sacudiu o mundo, nem mesmo as pessoas esperavam ser tão afetadas por esse momento. Eu passei uma semana inteira em frente à televisão, acompanhando a cobertura em todos os canais. Desabei.

      * Quando ele se casou a Lisa, o ciúme pegou feio! Inevitável.

      * Durante o julgamento, o que eu mais me lembro de ver na televisão era a versão difamada. Não se mostrava nenhum aspecto favorável do seu julgamento, e os fatos eram distorcidos.

      * Não falou muito não..rs e.. minha vida também estava um caos naquela época. Vc me fez lembrar disso.

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    2. Rosane... quando penso, também gostava do Menudo, o que nós tínhamos eram as revistas, lembro então que comprava muito material deles, foi uma fase. Vim a ter acesso a internet em 2008, em 2009 quando aconteceu, ficava direto nela pesquisando sua vida, clipes, entrevistas, documentários e ligada também na televisão, a gente se tornou PHD em Michael!
      Boa noite Rosane e até mais!

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    3. Boa noite Nadia.. vou descansar também!

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:) :( ;) :D :-/ :P :-O X( :7 B-) :-S :(( :)) :| :-B ~X( L-) (:| =D7 @-) :-w 7:P \m/ :-q :-bd

*Bem-vindos, Moonwalkers! Os comentários são moderados e estarão visíveis tão logo eu esteja on-line. [Rosane, admin. do blog]

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